A tese neurobiológica
Como os sinais interoceptivos (fibras C e Aδ), o tronco encefálico (PBN, NTS, PAG) e estruturas como a ínsula formam mapas corporais distribuídos que geram os sentimentos.
Farol Catapulta
Descubra o que a neurobiologia de Antonio Damasio revela sobre a origem dos sentimentos e como traduzir a inseparabilidade entre corpo, cérebro e ocupação para a sua prática clínica diária.
Na rotina clínica, é comum tratarmos a desregulação, a recusa ou a fadiga extrema como falhas de comportamento ou falta de limite. Buscamos respostas em protocolos fechados, mas esquecemos da base de tudo: o organismo muda e sente antes de a experiência ser nomeada.
O renomado neurocientista Antonio Damasio demonstra em seus estudos que sentimentos não são meros caprichos emocionais; são experiências mentais de estados corporais, intimamente ligadas à regulação da vida e à homeostase. O corpo mapeia o ambiente, gera valências (agradáveis ou desagradáveis) e orienta a ação: aproximar, pausar, proteger ou continuar.
A desregulação é lida como falta de limite, e o corpo do paciente segue sem resposta.
O protocolo fechado responde pela conduta, e o contexto real da pessoa fica de fora.
A pessoa é reduzida a um “cérebro isolado”, e a riqueza da participação cotidiana se perde.
Quando olhamos para a Terapia Ocupacional, percebemos que uma ocupação não é intrinsecamente reguladora ou desreguladora. O impacto de uma atividade depende da relação complexa entre pessoa, ocupação e ambiente.
Neste encontro do Farol Catapulta, vamos debater a fundo um artigo clássico de Damasio e Carvalho, construindo uma leitura crítica e aplicada para terapeutas ocupacionais.
Damasio & Carvalho. A leitura completa é feita junto, com tradução direta para a análise da atividade e do cotidiano.
Como os sinais interoceptivos (fibras C e Aδ), o tronco encefálico (PBN, NTS, PAG) e estruturas como a ínsula formam mapas corporais distribuídos que geram os sentimentos.
Como o estímulo vira programa de ação, como a emoção se diferencia do sentimento, e por que o mapa neural não pode ser confundido com a experiência ocupacional completa.
Por que o corpo sinaliza ameaça ou prazer, e como as exigências sensoriais, a dor ou a exaustão interrompem a participação e os papéis ocupacionais.
Como analisar a relação pessoa-ocupação-ambiente sem transformar o sentimento em defeito individual ou cair na armadilha da autorregulação como responsabilidade solitária da pessoa.
Terapeutas ocupacionais com atuação clínica, docente e produção teórica voltada para uma Terapia Ocupacional ética, crítica e sustentada na Ciência da Ocupação.
Dinara é especialista internacional em Integração Sensorial de Ayres, coordenadora do núcleo de T.O. do ambulatório de autismo da Unifesp e organizadora do primeiro livro de T.O. sobre TEA no Brasil.
Natalia é especialista em desenvolvimento infantil (USC), com formação avançada em Práxis e Raciocínio Clínico e certificações internacionais em avaliação de participação e engajamento.
Se você quer parar de enxergar o comportamento isolado e passar a compreender como o sentir atravessa o fazer cotidiano do seu paciente, este Farol é para você.
Para participar deste encontro sobre a neurobiologia dos sentimentos.
Pagamento único. Encontro ao vivo dia 8 de setembro, às 19h30, com acesso à gravação por 15 dias.
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Interocepção, valência, sobrecarga e participação, lidos junto com você e traduzidos para a análise da atividade.
Encontro ao vivo em 8 de setembro, às 19h30. Gravação disponível por 15 dias.